As viagens constantes para palestras, me fizeram começar a perceber mais nuances nas empresas aéreas.
A Tam está se esforçando para voltar aos tempos do comandante Rolim Amaro, quando era percebida pelos clientes como diferente da concorrência. Os tempos mudaram, a concorrência aumentou e está mais difícil ser diferente, pelo menos para melhor.
Perguntei a uma aeromoça, e ela confirmou, estão tentando melhorar. Tem até nome: “compromisso TAM”. Os comandantes estão mais atenciosos ao falar a tripulação.
O cardápio mudou um pouco. Em alguns vôos, pizza, em outros um “festival” de sopas, patrocinado pela Knorr. O sujeito do meu lado não gostou da sopa de milho e abóbora e ainda conseguiu derrubar 2/3 no colo e no chão. Me salvei por pouco…
Ao mesmo tempo, a Gol mantém o mesmo padrão, infelizmente agora com barrinhas mais baratas. A Trip, que opera muitas linhas regionais (voei ontem Ji-Paraná, RO a Cuiabá, MT), está procurando se aproximar da Tam. Distribuem até balas toffees (similares, e melhores, que os caramelos da Tam). No vôo de ontem, deram um certificado “aviador de primeira viagem” a três crianças que voavam pela primeira vez. Achei simpático e com chance de ficar gravado na memória dos pequenos.
Uma das grandes diferenças da Tam é o presidente, agora um piloto: o comandante Barioni. Ele faz pequenos comunicados aos clientes, contando de várias pequenas mudanças que a empresa está implementando. Novos aviões, pintura nova, museu de aviões antigos, etc.
Essa idéia do presidente da empresa se expor, contar a história da empresa, anunciar as novidades é fantástica. E ele tem uma cara tímida, mas simpática. Mas a forma de fazer pode melhorar. O comandante está muito engessado, parece o Robocop. Seria muito bom um curso de oratória, para uma fala mais natural, parecida com uma conversa. Ao assistir os vídeos atuais, fica a nítida impressão que é uma gravação, e que ele não está nada a vontade.
Acho também que está faltando concorrência. Os vôos estão quase sempre lotados, diminuindo a pressão pela diferenciação. Talvez a Azul venha a ajudar, mas já começou mal, ao fazer uma votação pública para escolher o nome da empresa no Brasil, e no final não ficar com o primeiro lugar (a empresa respondeu). Outra opção é a Virgin, do Richard Branson da Inglaterra, que também promete vir para o Brasil em breve. Esperamos ansiosos.
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